quarta-feira, 29 de julho de 2009
o valor do amor..
Hoje, lendo o jornal, chamou minha atenção e não pude deixar de ler um artigo de um escritor leopoldense que está ganhando reconhecimento nacional, se tratava de um texto bem pessoal, falando sobre a emoção dele em ser pai..achei muito legal. Aliás, acho muito legal toda e qualquer demonstração de amor vinda de pai, mãe, ou quem quer que seja, para sua família. Muito bom perceber, sentir, que são muitos os pais, especialmente falando, que valorizam e tem real noção da maravilha que é ter um filho. Frente a tantas demonstrações como essa (e das + variadas possíveis), fico me perguntando porque algumas pessoas não tem essa noção, não dão o valor mínimo (quem dirá infinito) a um serzinho que veio ao mundo graças a nós, pais?!Vejo tantas pessoas loucas pra terem um filho e por algum motivo mais sério, que independente das suas vontades próprias não conseguem..vejo tantas outras inconsequentes até o ultimo fio de cabelo, que tiram vidas de dentro de si próprias como se fosse normal, como se essa vida (que, inconsequentemente dentro das suas consciências, geraram) fosse uma doença, um corpo estranho que precisa ser eliminado. Acho abominável!Não vou entrar no assunto do aborto, pois são outros 500 e eu mesma, há poucos meses andei mudando minha opinião sobre isto. Não acho que seja, em todo, absurdo..mas é repulsivo constatar que muitas mulheres hoje, fazem deste procedimento algo muito comum, banalizam tal atitude como se fosse a coisa mais natural do mundo transar, engravidar e abortar...me envergonho por ver gurias e mulheres com condições financeiras e muitas vezes até com o apoio paterno pra criar um filho, acabando com os direitos de um bebê vir ao mundo..tirando inclusive o direito delas de serem mães, dos caras de serem pais, dos pais deles de serem avós e assim por diante...demonstrando falta de condições psicológicas, isso sim, de serem merecedoras de tamanha dádiva. Me pergunto se essas mulheres não tem medo de,um dia logo ali, se encontrarem em tal situação novamente só que desta vez desejando o filho mais do que tudo e infelizmente receber um castigo divino (pq essa justiça nunca falha). Bom, melhor nem pensar nisso!Na realidade não quero julgar pessoa nenhuma por nada, esse lance do aborto nem era pra ter sido comentado, quando vi já tava falando...O que eu sei, é de mim, e nunca vou me esquecer de um dia, com 15 anos, conversando sobre gravidez com meus colegas de escola, falei que jamais titraria um filho, independente de ter o apoio do pai da criança ou não, pq se eu fosse mulher pra fazer, assumiria as consequências de ser mulher suficiente pra enfrentar o mundo e a vida mantendo e cuidando dessa vidinha. Tanto foi que, 3 anos depois me deparei com esse fato na minha vida. Encarei de frente, com uma serenidade que, honestamente, não sei de onde veio mas que se instalou no meu ser e que nunca, em nenhum momento, me fez ter dúvidas de tal atitude. Nesta época, eu não tinha a noção do bem que me faria passar por tudo isso, mas deve ter sido então, incoscientemente que fui forte o bastante e que recebi o apoio daqueles que realmente iportava que me apoiassem.Acho que o que diferencia um pai de uma mãe, em questão aos sentimentos por um filho é que uma mãe não precisa ver um filho pra já amá-lo com todas as suas forças, ela já sente ele desde o princípio como parte dela e a gravidez não dura 9 meses a toa..é um bom tempo pra que esse amor ganhe forças indescritíveis pra que, quando a criaturinha divina nascer, já ser há tempos o que mais importa em nossas vidas. Já um pai, acho que, por mais que se emocione com a gravidez, que fique feliz com o que vem pela frente, só vai ter noção real das coisas quando de fato visualizar esse acontecimento, depois do nascimento do filho para o mundo. Mas nem por isso acho que os pais sejam menos importantes ou essencialmente especiais pros filhos.O que me deixa intrigada (e como não dizer, triste também) é o fato de que certas pessoas simplesmente não são tocadas por este sentimento, que é o poderoso dom de gerar uma pessoa que está neste mundo graças a nós, os pais dela. Tem pessoas que são extremamente insensíveis com quase todo mundo, mas com a família são o que há de mais amoroso. Tem outras que amam outras pessoas, amam suas namoradas, seus amigos, mas não conseguem sentir ou expressar um amor incondicional que me parecem básicos se oferecer à um filho. Isso não tem explicação, aliás, nessa vida bem dizer tudo é inexplicável. Mas então, eu queria tentar entender como isso é possível, o que se passa na cabeça de quem fica bem dizer indiferente a tamanho comprometimento e envolvimento que implica ser responsável pelo bem-estar de quem nem pediu pra participar da história.Falo isso porque me sinto atingida com essa falta de amor por parte de certos pais ou mães. No meu caso, especificamente, por causa de um pai. Não o meu, que graças a Deus nunca me faltou, sempre foi meu grande amigo e me passa ensinamentos de vida mesmo estando hoje distante fisicamente. Me machuca perceber que meu anjo lindo, o ser que EU trouxe pra esta vida não vem recebendo o amor, o afeto, o carinho, a parceria, entre outras coisas indispensáveis, por parte do pai, fundamentais para o crescimento e felicidade plena dele. O que me dói é ver o tempo passando, ele se desenvolvendo (muito bem, graças!) mas a cada dia mais distante de quem é tão adorado por ele.Tudo na vida são escolhas, certo? Eu escolhi tocar minha vida sem a presença do pai do meu filho, sabendo que o contato entre eles sofreria uma mudança, mas sempre acreditando que haveria a procura, o interesse e a preocupação constante por parte de quem me parecia muito ligado e feliz com o fato de ser pai. Mas a gente se engana tanto e a toda hora que, esse pensamento ficou nos meus sonhos e tem se tornado cada dia mais distante da realidade. Sentir que perco a importante amizade de quem um dia, junto comigo, trouxe mais uma linda alma pra terra é ruim. Mas perceber que esse afastamento voluntário e absolutamente desnecessário irão deixar marcas na pessoa que eu mais amo na vida é ruim demais, é péssimo. O livre arbítrio e liberdade de escolha sempre fizeram parte do que julgo necessário pra vida de cada um, mas nesse caso específico, sinto uma estranha e forte vontade de entrar na mente desse homem, adulto e aparentemente são e dar-lhe uma boa sacudida, se for preciso umas porradas internas pra que ele acorde e perceba a grande bobagem que está fazendo. Mas não dá, e mesmo que desse, não me sinto nesse direito..sei que um dia a vida vai se encarregar de fazer isso por si. Só que eu não queria que o tempo passasse sendo assim.Pode ser que não demore (e espero do fundo do coração que não mesmo!), pode ser que logo ali ele se dê conta de que isso prejudica tanto o filho quanto ele. E aí, ele pode voltar atrás e ser diferente, ao menos tentar que assim seja. Acontece aos montes de pais arrependidos que se desligaram em momentos extremamente preciosos e receberam da vida a tal sacudida na mente. Acho que é melhor do que nada né, antes tarde do que nunca. Só que lógico, essas pessoas tem o trabalho mais que dobrado de fazerem com que seus filhos os amem e sigam seus ensinamentos, pois estes já terão sido criados por outras pessoas, muitas vezes dignas até demais, pra que não "queimem" o filme deste pai (como se precisasse de alguém além dos próprios pra tal tarefa).De qualquer forma, o peso na consciência de quem deixou de lado a oportunidade de acompanhar as fases do filho, que deixou de estar presente nas alegrias e nas tristezas dele, que abriu mão de contribuir pra tornar o filho (que ele tornou um deconhecido) a pessoa que é.Já vi esse filme acontecer com gente ligada a mim, não quero isso, de fato, na minha vida. Mas certas coisas não se escolhe. Não posso escolher como vai ser a futura relação do meu filho com o pai dele, mas eu posso escolher como vai ser a minha vida com o meu filho. E se, por um lado tudo isso me parece triste, por outro me parece um desafio. O desafio de seguir firme e forte com a escolha que eu fiz há 4 anos, da qual não me arrependo nem 1 fio de cabelo. A escolha que mais trouxe alegria e emoção pra minha alma. Tudo que eu posso e vou fazer, vai ser demonstrar sempre pro meu anjo lindo que pra mim ele é tudo que pode haver de mais sagrado e que tudo que ainda vou conquistar será dedicado a ele. Nossas vidas têm o mesmo valor, o valor do amor...GRAÇAS!
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Ai Lulu, chorei. Teu filho é um anjo muito sortudo de ter uma mãe como tu!
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