quarta-feira, 8 de julho de 2009

A escolha

Ontem o dia foi engraçado..na verdade não sei qual palavra descreve melhor, mas hoje, acho uma graça e vou contar brevemente o porque...
Acordei mega atrasada. Gabi se enrolando pra acordar. Depois choramingando pra não ter que ir à escola. Fiquei com dó, mas tive que levá-lo mesmo assim. Dia chuvoso e com bastante vento. No caminho que faço a pé pra facul fiquei encharcada e quase perdi minha sombrinha pouco resistente à tamanha ventania. Motoristas mal-educados fizeram o grande favor de, óbvio, demonstrarem toda sua falta de educação e só faltou ouvir de algum um "dane-se o pedestre na chuva,to com pressa". Calma, pensei, estas coisas não estragarão minha manhã, muito menos meu dia. Cheguei na facul, sã e salva, mas com uma juba de dar inveja a muita leoa. Entro na sala esbaforida e recebo minha ultima avaliação corrigida. Não apropriei, ou seja, recuperação do conteúdo. Custos na hotelaria. Números, cálculos e mais cálculos. E tudo por ratiação, já que nas últimas aulas desta matéria fiquei viajando na maionese, preocupada com o tal projeto que já está quase esquecido até. Daí bateu a fome, já que não deu tempo de tomar meu café reforçado de todo dia. Peguei a carteira e, putz, esqueci a grana em casa! Bem, aí comecei a me sentir um tanto quanto alterada. Desde o momento que saí de casa (com o Gabriel aos berros porque queria ficar na caminha quente assistindo Tom e Jétili, mais conhecido como Jerry, com a vó)mantive o 'mantra da calma' ativado na mente e assim consegui me manter até o momento da carteira vazia. Tava com uma colega e amiga que, não raramente (pra não dizer constantemente) fica matraquiando suas reclamações. E eu, sempre a controlada na situação, me perdi e comecei a resmungar que nem doida. Quando me dei conta disso dei tchau pra amiga e me mandei embora. Não tava me reconhecendo, precisava respirar. Saí na rua, ainda com aquela chuva e vento e foi aí que consegui, efetivamente me situar e pensar com um pouco de serenidade. Olhei pro relógio, eram 10 da manhã e disse pra mim mesma: Luisa, te liga, ainda é manhã e só depende de ti escolher qual vai ser: ficar realmente braba e afetada com essas pequenas coisas que estão acontecendo e deixar que isso torne teu dia, de veras, uma merda. Ou tu vai respirar beeeem fundo, botar pra fora qualquer leve irritação que esteja na tua mente neste exato momento e daqui em diante ter um lindo dia de chuva pela frente. Bem, nem preciso responder qual foi minha escolha né! Dito e feito, dali em diante tudo pareceu claro, lindo e tranquilo. Não me importei com as 'sombrinhadas' que levei, nem com o trem (que sempre para com a porta aberta bem na minha frente, mas que ontem foi parar lá longe), nem com as gurias que sentaram na minha frente no vagão e ficaram me encarando e comentando a viagem toda, nem com nada. NADA. Tive um dia muito bom, obrigada. Obrigada a mim mesma, já que dependia unica e exclusivamente de mim ter um dia bom ou ruim. E dou graças por saber o poder que eu tenho de guiar meu caminho e poder me orientar pelo que for melhor pra mim.
Ah, se todos soubessem que possuem esse poder. Se soubessem que é tão fácil escolher e se guiar, se deixar levar...o mundo certamente seria ainda mais bonito.
Ainda mais. Porque pra mim, ele é lindo!

Um comentário:

  1. Isso aí Lu! Só depende de nós... E sem querer citar 509-E: Saudades mil DE TI!

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